História

"Uma trajetória Singular
uma academia regional, o CBC se transformou, ao longo de décadas, na maior entidade cirúrgica da América Latina"

    “Em 1947, o professor Alfredo Monteiro levou-me a uma sessão científica do Colégio Brasileiro de Cirurgiões. A reunião fascinou-me.     Ali, entre tantos cirurgiões famosos, tive a certeza de que a cirurgia era a minha vocação”, revela o ex-presidente Américo Caparica Filho, ao lembrar de inúmeras passagens de sua história de mais de 58 de profissão (52 anos como membro do Colégio Brasileiro de Cirurgiões).
    Atualmente, é o ex-presidente mais antigo da entidade. Sua participação nas decisões do CBC desde os anos 60 é um símbolo da evolução da maior entidade cirúrgica da América Latina.
    A trajetória singular da entidade no cenário da medicina nacional só foi possível através de um esforço conjunto de todos os membros do CBC. Muitos foram os abnegados dirigentes que marcaram suas administrações, sempre com o intuito de promover o crescimento da entidade, transformando-a, de uma academia regional com apenas 29 Membros Titulares, exclusivos do Rio de Janeiro, em uma instituição nacional com mais de seis mil membros.
    Esta fascinante história começou com a fase heróica da fundação até o início da expansão nacional com Ugo Pinheiro Guimarães, dez anos depois. “O que parecia devaneio tornou-se realidade”, disse em seu discurso de posse. Uma década depois, Rolando Monteiro promove um rejuvenescimento com a entrada de jovens cirurgiões.
    No Início da década de 60 chegaram novos rumos para a expansão da entidade com a primeira sede própria. Raymundo de Britto realizava um sonho que demorou 32 anos para se tornar realidade. No final dessa década, com a posse do primeiro Diretório Nacional na gestão de Eurico da Silva Bastos, de São Paulo, criou-se a base para um mutirão pela nacionalização empreendido por Américo Caparia. na Diretoria seguinte.
    No final dos anos 70 Daher Cutait inaugura a nova sede do CBC, o mais ambicioso projeto da entidade, resultado da visão empreendedora de Renato Pacheco Filho.Os diretórios seguintes fomentam mudanças sucessivas na modernização da entidade. Em 1992, a gestão de Orlando Marques Vieira representou um novo ciclo na política de descentralização através do incentivo às atividades dos capítulos e a realização de dois congressos nacionais fora do eixo Rio-São Paulo.
    Segundo o ex-presidente Samir Rasslan, nas primeiras décadas a atuação do CBC estava mais voltada para a educação continuada e o congraçamento dos cirurgiões brasileiros. No entanto, nas últimas duas décadas, o CBC passou a dar atenção aos mais diferentes aspectos relacionados ao exercício profissional. É o caso do processo de formação do cirurgião através da residência médica, a defesa profissional, a valorização da atuação do cirurgião e o risco do erro médico.
    O futuro do CBC e do Cirurgião Geral caminham juntos, na opinião de Samir Rasslan, pois depende de um Diretório Nacional representativo, atuante, dedicado e preocupado com os diferentes aspectos da atuação profissional. Está apoiado principalmente no crescimento e desenvolvimento dos capítulos que tem a responsabilidade de motivar e atrair novos membros.
    O ex-presidente Luiz Guilherme Romano, complementa, acrescentando que o futuro do CBC está em liderar todas sociedades cirúrgicas pela tradição e respeito e o lastro de credibilidade que a entidade acumulou durante todos esses anos.
 

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